A EUGÉNIO DE ANDRADE Conter, ou apenas sentir o que ao peito faz eco e vem, dobrando esquinas como se dobram roupas ao calor das alfazemas. Quase inaudível, entre ramos alertas, a voz do aconchego, o doce rumor que atravessa colinas mas não desliga o ninho da mais íntima palha que descobre o silêncio. Em ti, poeta, o receio de não sorver o cálice da manhã até que o dia torne a ser visto nas pálpebras de um sonho.
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